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Por que perdemos ?
Dois dias após o desastre brasileiro em
Frankfurt, os torcedores certamente
ainda se perguntam o que aconteceu com a
nossa seleção no vexame contra a França.
Em todas as eliminações precoces da
seleção canarinho nunca se sentiu tanta
decepção, tanta vergonha. As derrotas em
1982 para a Itália de Paulo Rossi, em
1990 para a Argentina de Maradona e
Caniggia e nem mesmo as derrotas de 1986
e 1998 para a mesma França foram tão
decepcionantes como os 90 minutos da
última tarde de sábado. O que vimos
naquele espetáculo de horror não será
apagado da memória dos brasileiros num
futuro tão breve.
Há os adeptos da teoria da conspiração,
para quem tudo e todos já estavam
previamente preparados para entregar o
caneco aos donos da casa. Não raramente,
são os mesmos que defenderam esta teoria
para a França campeã em 1998. São
aqueles que têm dificuldade para admitir
as próprias fraquezas e reconhecer as
qualidades alheias. Mas não é o nosso
caso.
O que se viu na despedida da copa foi um
amontoado de jogadores,
anti-profisisonais sem vontade, sem
coragem, sem raça e sem vergonha.
Estes são os nossos representantes. São
os 22 escolhidos entre 180 milhões, era
quem deveria nos representar, nos encher
de orgulho e amor a pátria, quem devia
dar ao povo um dia de alegria, para quem
sofre o resto do ano com toda a sorte de
dificuldades.
Mas o que vimos foi bem diferente.
Perdemos. E perdemos porque a nossa
seleção não jogou, porque assistimos a
equipe adversária ser conduzida por um
maestro e desfilar como um soberanos
naquele gramado alemão. Perdemos porque
nossas estrelas milionárias não
conseguiram jogar juntos, porque o maior
jogador do mundo não foi visto em campo,
porque nosso comandante não conseguiu
formar uma equipe. Perdemos porque
faltou aos nossos jogadores aquilo que o
trabalhador brasileiro tem de sobra :
vontade, coragem e vergonha.
Matéria nº 5 -
Grupos da Copa
09/06/2006 à
09/07/06
Depois de conhecer um pouco de cada sede
da copa do mundo, vamos ver como foram
formados os oito grupos de seleções que
buscarão o título.
No grupo A está a anfitriã e
tricampeã Alemanha do astro Michael
Ballack que, mesmo sem a confiança de
sua torcida, é a equipe favorita no
grupo e deve ser classificar em primeiro
lugar. A Polônia e o crescente futebol
do Equador devem lutar pela segunda vaga
do grupo, enquanto a equipe da Costa
Rica, do técnico brasileiro Alexandre
Guimarães, tecnicamente mais fraca, deve
ficar em último lugar neste grupo.
Segundo o ranking da FIFA, a
classificação média das seleções do
grupo A é 24º lugar.
O grupo B é um dos mais
fortes da copa e disputa pelas duas
vagas para as oitavas de final deve ser
dura. A Inglaterra, campeã em 1966, vem
com uma das equipes mais fortes de sua
história e conta com nomes como Beckham,
Rooney, Owen e o grandalhão Peter Crouch.
O grupo tem ainda o futebol cada dia
mais forte do Paraguai, do zagueiro
Gamarra e do atacante Roque Santa Cruz,
a sempre perigosa Suécia de Henrik
Larsson, companheiro de Ronaldinho
Gaúcho no Barcelona e a debutante
seleção de Trinidad & Tobago. A
classificação média do grupo no ranking
da FIFA é 26º lugar.
O grupo C é conhecido como o
grupo da morte, por contar com seleções
teoricamente mais fortes. As duas
principais forças são a Holanda, do
atacante matador Ruud van Nistelrooy e
que apesar de apresentar boas seleções
nucna foi campeã e a bi-campeã e
perigosíssima Argentina, dos
corinthianos Tevez e Mascherano. Fecham
o grupo a estreante Costa do Marfim, do
atacante do Chelsea Didier Drogba e a
seleção de Sérvia e Montenegro, que
disputa a última competição
internacional com a atual denominação,
já que em plebiscito a população local
decidiu recentemente pela separação
entre os dois países. A colocação média
do grupo é 24º lugar.
No grupo D estão duas
seleções de países de língua portuguesa
: a estreante em copas Angola e a
seleção de Portugal, do técnico
pentacampeão Luiz Felipe Escolari e dos
craques Deco, Figo e Pauleta. Ainda
estão no grupo D a seleção do México e
do Irã, que recentemente empatou em
amistoso com a Croácia. Sem surpresas,
Portugal deve se classificar em primeiro
lugar e as outras três seleções devem
lutar pela segunda vaga, com uma ligeira
vantagem asteca. Essas seleções tem uma
média de colocação no ranking FIFA de
24.5º lugar.
Podemos dizer que o grupo E
é um dos mais fortes, contando com três
seleções entre as quinze melhores
segundo a FIFA. A Itália dos atacantes
Luca Toni, Totti e Gilardino deve
disputar com a República Checa do
craquel Pavel Nedved o primeiro lugar do
grupo. A estreante e incógnita Gana e a
seleção norte-americana que vem
apresentando um futebol cada vez mais
competitivo completam o grupo, que tem a
média de colocação mais alta de todos
segundo o ranking FIFA : 18º lugar.
No grupo F está a seleção
brasileira em busca de seu sexto título
e com jogadores do nível de Ronaldinho
Gaúcho, Ronaldo, Kaká, Robinho, Adriano
e Dida tem tudo para despachar seus três
adversários da primeira fase. A
Austrália que garantiu a vaga no mundial
ao derrotar os uruguaios na repescagem
não deve ser páreo para as outras
seleções do grupo, ao passo que a
Croácia em sua terceira copa seguida e o
Japão técnico Zico devem lutar pela
segunda vaga. A média de colocação
destas seleções é o 21º lugar.
O grupo G conta com a campeã
de 1998 França, do craque Zinedine
Zidane que disputa sua última copa com a
seleção francesa e se não apresentar
problemas deve se classificar em
primeiro lugar do grupo. A disputa pela
outra vaga promete ser dura entre a
Suíça, a surpresa da última copa Coréia
do Sul e outra debutante e incógnita, a
seleção de Togo. A colocação média
destes países é o 31º lugar,
teoricamente o grupo de nível mais baixo
de acordo com o ranking da FIFA.
Por fim, o grupo H é
encabeçado pela seleção espanhola,
também conhecida com a Fúria e que
apesar da qualidade decepcionou na
última copa. Além disso, está no grupo H
a primeira seleção a classificar-se para
o mundial e outra estreante, a Ucrânia
do artilheiro Andriy Shevchenko,
ex-companheiro de Kaká no Milan e
recentemente transferido ao Chelsea da
Inglaterra. Praticamente sem chances de
classificação fecham o grupo a Tunísia,
do brasileira naturalizado Francileudo
Santos e a fraca seleção da Arábia
Saudita do técnico brasileiro Marcos
Paquetá. A colocação média do grupo é o
26º lugar no ranking FIFA.
Na próxima coluna em
09/07/2006
faremos uma analise dos
Jogos da Quarta de Final, Semi-Final e
da Final da Copa da Alemanha.
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