FOTOGRAFANDO :
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certo |
errado |
dica |
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Nada contra o sol
Sempre dê uma volta em torno do que você quer fotografar, antes de
apertar o botão. Repare de onde vem a luz do sol e se coloque a
favor dela, jamais contra. A luz deve estar sempre atrás de você, ou
ao seu lado, iluminando o que você quer fotografar. |
Se você fotografar contra a luz, vai criar um efeito de silhueta.
Isso ocorre porque a máquina percebe onde há mais luz e se regula
para essa intensidade. Daí, tudo o que for menos luminoso ficará
escuro. Se não der para mudar de posição, tente contrabalançar o
efeito usando o flash (sim, de dia mesmo!). |
Calcule um filme de 36 poses para cada dois ou três dias de viagem.
Os filmes Kodak acentuam os tons avermelhados e são melhores para
retratar pessoas. E os Fuji acentuam os verdes e são mais indicados
para fotografar a natureza. Prefira filmes de Asa 100, que servem
tanto para o dia quanto para a noite, se usados com flash.
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Flash não é holofote
Não tente retratar áreas grandes à noite. Verifique no manual a
distância que seu flash agüenta e respeite-a, fotografando apenas o
que está dentro desse limite. Se sua máquina tiver aquele
dispositivo para corrigir olhos vermelhos, acione-o. Se não tiver,
não deixe as pessoas olharem direto para você, para amenizar o
efeito olhos de vampiro. |
Não adianta querer que aquela pequena lâmpada da máquina ilumine o
Parque da Mônica inteiro. A luz dela só consegue clarear o primeiro
plano, ou seja, uma área circular entre um e três metros. E só. Não
adianta nada usar flash para fotografar paisagens. Mas, para
retratar a turma no restaurante, resolve. |
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Sol demais faz mal
Das 10h às 15h, a luz do sol não é boa para fotografar: é muito
clara e “dura”, como dizem os fotógrafos. |
Como a luz das 10h às 15h é muito clara, a máquina tende a fechar o
diafragma, assim como a gente franze os olhos quando o sol está
forte. Por isso, os tons claros escurecem. Para fotografar pessoas,
essa hora também é péssima, porque produz sombras de cima, que
enfeiam os rostos. |
A
diagonal é legal
Evite centralizar sempre o objeto da foto, o que fica monótono e
pouco informativo. Se você colocar o objetivo num canto e organizar
todo o resto numa linha diagonal, de um canto a outro, vai conseguir
criar um efeito de perspectiva. E procure limpar o fundo. Ao
fotografar uma pessoa com uma árvore atrás, cuide para que os galhos
não pareçam chifres plantados na cabeça. |
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Nada de criar monstros
Fique sempre a uma distância mínima de 1,5 metro daquilo que quiser
fotografar, mesmo que o manual diga que você pode chegar mais perto.
E procure manter a câmera firme, numa posição paralela ao chão.
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Se você chegar muito perto, há um enorme risco de distorcer as
formas da pessoa (ou do objeto) que você quer fotografar. Se você
inclinar a máquina para baixo, vai achatar as pessoas: um adulto
fotografado de cima fica do tamanho de uma criança. Já se incliná-la
para cima, vai encompridar aquilo que está fotografando.
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Para não dançar ao luar
Fotografar paisagem à noite é complicado. Se sua máquina permitir
regular a velocidade, então deixe-a bem lenta e procure apoiá-la em
uma mesa ou muro (o ideal mesmo é um tripé) antes de disparar. Para
ter melhor resultado, use filme Fuji Asa 800. Mas, se a máquina
pedir flash mesmo assim, então esqueça: está escuro demais.
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Se sua máquina é automática, não há flash que segure a onda: ele vai
iluminar só o que estiver em primeiro plano e deixar todo o resto um
breu. |
Deixe as beiradas livres
Tenha em mente que aquilo que a máquina fotografa não é exatamente o
que você vê no visor, pelo bom motivo de que a lente da máquina não
está na mesma posição que seu olho. Esse desvio se chama paralaxe e,
para compensá-lo, é preciso enquadrar sua foto dentro da linha
tracejada que se vê no visor. Caso contrário, você cortará a cabeça
ou os pés de quem estiver fotografando — fato, aliás, muito comum.
Esta regra não vale para as máquinas profissionais, ou reflex, que
já foram projetadas de modo a neutralizar o problema. |
A fotografia tanto
pode ser tanto uma profissão como um hobby, um hobby em que a recompensa
é garantida, seja em belas fotos ou mesmo em dinheiro, se você oferecer
seus serviços para os parentes, amigos e conhecidos. Quem é que nunca se
emocionou ao rever as fotos da infância, da adolescência, da formatura
ou do casamento, dos parentes e amigos distantes ? Nessa hora, mesmo sem
querer, agradecemos à pessoa que registrou aquele momento num filme
fotográfico. Não é com apenas um filme que você começará a tirar fotos
bonitas, mas na prática constante e contínua, nos erros e acertos é raro
um filme inteiro conter fotos bem tiradas, somente a metade (ou menos)
pode ter algo interessante. Não desanime se suas fotos não ficarem boas,
até os profissionais tiram péssimas fotos para os clientes, mas só
mostram as boas.
A fotografia P&B foi
a primeira que surgiu, é lógico, e é muito utilizada por profissionais e
amadores ainda .Além disso, o filme pode ser revelado e ampliado em
casa. Na fotografia P&B a qualidade da imagem depende basicamente do
contraste entre o claro e o escuro e da escala de cinza. Como a cor não
é registrado no filme, pode-se utilizá-lo tanto para a luz do dia como
para a luz artificial, sem a necessidade de filtros. Caso se queira
tirar fotos da natureza com um contraste bem forte, pode-se usar filtros
coloridos como o amarelo ou o vermelho.
Vale lembrar que
numa foto P&B há mais impacto para as cenas dramáticas do que na
fotografia à cores. Também, há um certo ar de nostalgia quando se
fotografa objetos antigos em P&B.
Tipos de filmes
Basicamente, todos os filmes funcionam de maneira semelhante: uma
película recoberta com uma fina camada de um produto químico sensível à
luz (halogenetos de prata). Mas, não vamos nos ater nos aspectos
técnicos da fabricação dos filmes, vamos ao que nos interessa, há filmes
para fotografia a preto e branco, cores e slides também conhecidos como
cromo.
A sensibilidade do filme, geralmente, é dada no sistema numérico ASA.
Também usa-se em algumas localidades o sistema DIN e o ISO. Vamos usar o
sistema ASA.
Quanto ao formato, os mais populares são: 110, 120 e 135. Há outros
menos populares, usados apenas por profissionais: 220, 4x5, etc. O
formato 110 quase não é mais usado hoje em dia. Os formatos 120 e 220
(rolo) têm as mesmas larguras, diferem apenas no comprimento ou números
de exposições, 15 e 30 respectivamente ( em 6x4.5 ); é muito usado por
profissionais e semi-profissionais. Além disso, permite negativos com
diversas medidas: 6x4.5; 6x6; 6x7; 6x9; e conforme a o tamanho do
quadro, fornece uma resolução de 3 à 6 vezes superior ao 135. Em outras
palavras, podemos ter uma cópia num tamanho maior e mais nítida.
O formato 4x5, ou seja 4 polegadas por 5 polegadas, é usado somente em
estúdios. a câmera é grande e pesada e o filme só ser encontrado nas
lojas especializadas.
O mais utilizado, sem dúvida nenhuma, é o formato 135 ou 35mm. É
utilizado por amadores e profissionais, veteranos e novatos. Por
enquanto esse formato reina absoluto.
Há pouco tempo surgiu um novo formato de filme o APS (Advanced Photo
System), um pouco menor que o 135, mas vamos, por ora, deixá-lo de
fora.
Na revelação dos laboratórios da Fujifilm predomina os tons verdes e
azuis; nos da Kodak predomina os tons amarelados, os filmes Agfa ficam
no meio termo.
Modelos de máquinas fotográficas
Em primeiro lugar temos as câmeras fotográficas automáticas com inúmeros
recursos e regulagens controladas por programas e chips eletrônicos.
Você irá tirar ótimas fotos com as características do fabricante. Como
você, muitos irão produzir clones idênticos usando as mesmas regulagens
programadas, porém se você tiver intenção de fazer ótimas fotos com as
suas caracteristicas, compre uma câmera que permita total controle pelo
fotógrafo nas eletrônicas isso é indicado pelo "M" (manual). A seguir os
tipos mais comuns e alguns modelos profissionais.
Câmera de visor direto: são essas câmeras de preços mais acessíveis, que
possuem apenas uma objetiva de foco fixo ou automático, abertura fixa e
apenas uma velocidade de exposição ou controlada automaticamente. O
enquadramento do motivo a ser fotografado se dá por um visor colocado
paralelamente à objetiva. Atualmente essas câmeras são totalmente
automáticas, possuindo motordrive para carregamento e rebobinamento do
filme, flash embutido e objetiva com zoom. CanonBoy, Olympus µ, Ricoh
Gr10, são alguns modelos desse tipo. Existem algumas máquinas desse tipo
que podem ser empregadas por profissionais, com mais recursos que as
normais. Alguns modelos permitem a troca de objetiva , o controle de
abertura e o tempo de
exposição. A Leica possui alguns modelos deste tipo, mas são caríssimos.
Câmera reflex (SLR): a visão da imagem se faz através da objetiva . Um
espelho inclinado à 45° atrás da objetiva reflete a imagem num "finder
screen", que por sua vez, através de um prisma, vemos a imagem numa
ocular. Ao apertarmos o disparador o espelho se levanta e uma cortina
mecânica se abre para expor o filme à luz, nesse momento deixamos de ver
a imagem por algumas frações de segundos. Além disso este modelo oferece
inúmeras objetivas intercambiáveis, diferentes tempos de exposição e
aberturas do diafragma da objetiva, vários tipos de acessórios e
filtros. É o modelo mais difundido entre os profissionais e amadores no
mundo todo, com isso, é o modelo que mais sofre alterações tecnológicas.
Atualmente todos os modelos têm alguma parte ou controle eletrônico,
mesmo os modelos ditos "manuais", foco manual (MF). Os modelos de foco
automático, ou autofocus (AF), são os que mais se popularizaram e os
mais fáceis de se achar hoje em dia por um preço razoável.
Geralmente os modelos AF são programados para expor o filme corretamente
à luz, independente do modo escolhido: abertura ou velocidade
automática, ou conforme o programa escolhido: esporte, retratos,
paisagens, etc. Também possuem o modo de seleção manual de exposição e
abertura do diafragma, sendo que muitos ignoram este último.
Alguns modelos MF: Canon AE-1, F1; Nikon FM2, F3; Contax 167MT; Olympus
OM4Ti.
Alguns modelos AF: Canon EOS1, EOS5; Nikon F5; Minolta alfa-807si;
Pentax MZ-5.
Qual modelo escolher? AF ou MF ? Depende do seu gosto pessoal, assim
como escolher entre um carro com câmbio manual ou automático.
Modelos SLR de formato médio: esses modelos têm funcionamento semelhante
ao anterior, apenas são maiores e usam, geralmente, filme em rolo no
formato 120 e 220, além de possuir um visor que permite observar a
imagem à linha da cintura. Alguns modelos possuem estojos de filme
intercambiáveis, podendo usar, além do 120-220, filmes 135 e filmes
instantâneo da Polaroid ou Fuji. Os estojos podem ser trocados mesmo que
o filme esteje pela metade, para isso existe uma chapa metálica que
protege o filme da exposição à luz.
Alguns modelos: Mamya TL645, RB67, RZ67; Pentax 645N, 67TTL;
Hasselblad503CW; Rollei6008; etc.
Este tipo de máquina é próprio para uso profissional. É preciso muita
grana e muita força para comprar um conjunto completo deste tipo de
câmera, pois além de ser caro é muito pesado.
Objetivas
Nenhuma câmera fotográfica tem valor sem uma boa objetiva, por isso,
antes de escolher sua máquina, veja a qualidade ótica da objetiva e a
diversidade de modelos que a marca oferece.
As objetivas são divididas em diversas categorias, mas vamos listar as 6
principais: grande angular, normal, teleobjetiva, super teleobjetiva ,
especial e zoom.
Grande Angular (abaixo de 50mm) - Tem curta distância focal e abrange um
campo muito grande. É o que tem o maior "ângulo de visão", entre 60° à
90°, sem distorcer a imagem formada no plano focal. É utilizada nas
fotografias de grandes planos, tanto de paisagens exteriores como de
interiores, sem precisar se afastar muito do motivo a ser fotografado. A
maioria das grandes angulares são construídas como uma teleobjetiva
invertida. Não é aconselhável utilizá-la na fotografia de retratos. O
primeiro plano parece muito destacado do segundo, que parece mais
distante do que realmente é.
Normal (50 mm) - Geralmente é a que possui a maior abertura de todas as
objetivas, 1,4~1,8, e é a mais barata. Abrange um campo de mais ou menos
45°. É a base de qualquer conjunto fotográfico. Normalmente é a que
acompanha a câmera, na compra de uma. É a que dá a melhor relação entre
os tamanhos do primeiro e segundo plano.
Teleobjetiva (de 50mm a 500 mm) - É uma objetiva de grande distância
focal. É utilizada para fotografias cujos motivos encontram-se longe.
Com abertura máxima em torno de 2,8~5,6 e campo de 25°~5°, dependendo do
modelo. O segundo plano parece maior ou mais próximo numa fotografia
tirada com uma teleobjetiva.
Super teleobjetiva (acima de 500 mm) - Oferecem uma abertura muito
pequena e um campo de visão muito estreito. Muito parecida com as
construções de lunetas astronômicas, são muito caras e pouco usadas.
Objetivas especiais - São as que sofreram alguma alteração para corrigir
certos espectros da luz. Também há as alterações propositais para
realçar ou eliminar detalhes de uma imagem, como a focagem suave. Vamos
colocar nesse grupo as objetivas olho-de-peixe, as macros e as
descentráveis.
Zoom - Esta objetiva permite variar a distância focal dentro de um certo
limite, sem prejudicar a focagem e a abertura. Possuem a vantagem de
substituir várias objetivas, dentro da gama de atuação (ex.:70-200mm), e
a desvantagem de possuir uma abertura máxima muito pequena, raramente
chega a f4,0.
Escolha as objetivas de 24mm, 50mm,105mm e a de 200 ou 300mm para o
modelo que usa filme 135. Para as câmeras que usam filme 120 no formato
6x4,5 escolha essas objetivas: 35mm, 80mm, 150mm e 300mm. Lembre-se de
escolher pela maior abertura disponível ( F2~2,8 ), não pelo preço. As
mais baratas são as que possuem a menor abertura máxima.
Acessórios
Depois de escolhida e comprada a câmera fotográfica, vamos aos
acessórios. Há uma infinidade de acessórios e equipamentos para se usar
na fotografia e com a câmera fotográfica. Mas, vamos listar apenas os
principais e os mais importantes.
Flash: Muitas câmeras já vêm com um pequeno flash embutido. Para
fotografias em que o motivo se encontra a pequena distância (até 5m) da
máquina é o suficiente. Contudo é necessário um flash, ou dois, com boa
potência de iluminação. Através do catálogo é possível saber da sua
potência, veja na tabela de números guias (no manual do flash) um que
ilumine no mínimo 15 metros, para uma lente de 50mm em F2 e filme de
100ASA. Adquira, também, cabos e multi-terminais para disparar mais de
um flash simultaneamente, ou sincronizadores ópticos.
Tripé: Muitas fotografias feitas com baixa velocidade de obturação e em
ambientes de pouca iluminação necessitam de um apoio rígido e estável
para que as fotos não saiam tremidas. Um tripé deve ser escolhido com
muito cuidado, pois dele dependerá a estabilidade durante a exposição do
filme. Escolha um com altura máxima entre 150~200 cm, com controles
suaves, com discos graduados em inclinação e rotação, com medidor de
nivelamento (bolha d'água) e um acabamento sólido, sem folgas nas
juntas. Um tripé profissional pesa pelo menos 3kg. Há os de fibra de
carbono, usado nos carros de F1, mas são caríssimos, apesar de serem
leves, muito leves.
Bolsa ou caixa: Para guardar seu equipamento é necessário uma bolsa ou
uma caixa de alumínio que dê uma boa proteção durante o transporte e
contra a poeira. Escolha uma bolsa que caiba, além da câmera, mais duas
lentes, o flash, os filtros, os filmes e outros acessórios de que
necessite transportar.
Fotômetro: Nosso olho não conseguem medir corretamente a luz incidente
sobre o motivo e consequentemente não conseguimos fazer o cálculo da
exposição correta para determinada abertura. Muitas máquinas possuem um
fotômetro embutido, mas não é tão preciso como o de mão. Muitos modelos
oferecem o recurso de memorizar as medidas e fornecer uma média para que
o filme capte o máximo de detalhes, tanto das sombras como das áreas
iluminadas.
Filtros: Tenha pelo menos estes filtros: PL (polarizador de luz) ou
Circular PL se sua câmera for do tipo AF; UV (ultravioleta); ND4 e ND8 (
densidade neutra); Half ND4; Green Enhancer (para realçar os tons
verdes); Blue Enhancer ( para realçar os tons azuis); Red Enhancer (para
realçar os tons vermelhos); Softon (foco suave); Cross (cruz ou estrela
nos pontos luminosos). Outros filtros podem ser adquiridos conforme a
necessidade do fotógrafo. Se achar muito dispendioso ter todos esses
filtros, então, compre somente os três primeiros. Os filtros Green
Enhancer, Blue Enhancer e Red
Enhancer não são coloridos, eles são transparentes e levemente
esverdeados, como um vidro bem espesso, eles não filtram a cores (como
os coloridos) mas intensificam as cores para a qual foram desenvolvidos,
sem alterar substancialmente as outras cores.
Refletores de luz: Um disco branco, de pelo menos 70cm de diâmetro, para
eliminar sombras nos retratos ao ar livre. Para usar o refletor você
precisará de um ajudante, ou um suporte. Bem, poderia listar mais
acessórios, mas vamos ficar só nesses. Se você não puder comprar todos,
escolha o que lhe convém no momento.
Abertura x Tempo de exposição
Um filme precisa da quantidade certa de luz para registrar com perfeição
uma imagem . Um erro pode resultar numa foto subexposta ou sobrexposta,
com perda de detalhes e nitidez.
Podemos controlar essa "quantidade de luz" através da abertura da
objetiva e do tempo de exposição. Pode-se escolher uma abertura fixa e
variar o tempo de exposição ou escolher um tempo fixo e variar a
abertura focal, conforme a incidência de luz do local, cena, ou motivo a
ser fotografado.
Quando aumentamos a abertura da objetiva, devemos diminuir o tempo de
exposição. Quando aumentamos o tempo de exposição, devemos diminuir a
abertura da objetiva.
Muitas câmeras SLR possuem comandos que controlam o tempo de exposição e
a abertura da objetiva. Em outras só dá para controlar, manualmente, a
abertura do diafragma.
Esses comandos variam conforme o modelo e o fabricante da máquina. Leia
o manual da sua câmera para saber onde se encontram esses comandos.
Quando se escolhe entre a abertura ou o tempo, geralmente, tem-se em
mente o tipo de foto que gostaríamos de ver impresso no papel. A
variação da abertura ou do tempo pode modificar radicalmente uma foto.
Veja o uso de cada um, abaixo:
Abertura ( F ) : quando se quer enfatizar a profundidade de campo. Fotos
de paisagens panorâmicas; close-up de pessoas ou objetos, animais,
plantas; etc.
Tempo de exp. ( T ) : quando se quer dar ênfase ao movimento ou ação do
motivo (congelando ou modificando). Fotos de esportes; águas correntes;
luzes noturnas; etc.
A relação de abertura com profundidade de campo é descrito nas linhas
abaixo, assim como o tempo e o movimento. Entre os dois sub-capítulos,
um resumo sobre a iluminação e suas variações.
Profundidade de campo
Você já deve ter reparado que certas fotografias saem bem nítidas e
outras com o fundo meio desfocado. Isso quer dizer que a primeira possui
uma grande profundidade de campo e a outra uma pequena profundidade de
campo.
A profundidade de campo é uma relação entre a abertura e a distância
focal da objetiva, e a distância do objeto a ser fotografado, Quanto
maior a abertura, a distância focal e a distância do objeto menor a
profundidade de campo, além disso a velocidade do obturador deve ser
proporcional à quantidade de luz que passará pela abertura do diafragma.
Para grandes profundidades de campo usa-se aberturas pequenas (F16~F32),
exposições mais lentas e o motivo principal deve estar longe da câmera.
Para pequenas profundidades de campo utiliza-se grandes aberturas (F1,4~F8),
exposições mais rápidas e o motivo principal deve estar perto da câmera,
de modo geral as teleobjetivas apresentam menores profundidades de
campo.
Com a pequena profundidade de campo podemos eliminar detalhes,
simplificar
uma cena, dar ênfase ao motivo principal.
Lembre-se nem sempre o que você vê no visor de sua câmera é o que será
registrado pelo filme, pois você está vendo a cena com a objetiva na
abertura máxima. O diafragma somente reduzirá a abertura logo após o
disparo, momentos antes do filme ser exposto.
É difícil saber como será a foto, por isso tire várias fotos com
aberturas diferentes e diferentes distâncias do motivo. Uma cena com
grande profundidade de campo poderá não ter o mesmo impacto de uma de
pequena profundidade. de campo.
Iluminação
Uma boa fotografia também, depende de uma boa fonte luminosa, esta pode
ser natural ou artificial.
O Sol é a nossa principal fonte de luz natural. A Lua, também, pode ser
usada como fonte de luz para as fotografias noturnas, em que a silhueta
do motivo, e a própria Lua, sejam o tema principal. As estrelas, os
planetas e nebulosas, são as fontes luminosas para a fotografia
astronômica.
As lâmpadas elétricas (tungstênio, fluorescente, quartzo, etc.); o
flash; lampiões a gás e querosene; velas; tochas e todo gênero de luz
que pode ser produzido pelas mãos humanas, são fontes de luz artificial.
Nem toda iluminação artificial se presta à fotografia.
A cor da luz é muito importante para a fotografia. As cores da luz
variam do vermelho ao violeta e cada cor possui um comprimento de onda,
medido em nanometros (nm). Essa medida é muito utilizada na óptica (para
a fabricação de lentes, filtros) e na astronomia. Na fotografia, o que
interessa é a cor em si, dada em kelvin (K). Utiliza-se, na fotografia,
a luz cuja cor varia do laranja ao branco, ou seja de 3200°K à 5400°K.
Em ambos os casos podemos classificar a iluminação em: dura ou suave.
Num dia sem nuvens o Sol produz uma luz dura e direta, projetando
sombras que contrastam com as zonas iluminadas. O contorno da imagem de
um modelo parece ser bruscamente limitado pelas áreas claras e escuras.
Os refletores com lâmpadas e o flash também produzem uma iluminação
dura, quando projetados diretamente sobre o modelo.
Utiliza-se as iluminação dura para dar contraste e textura ao motivo.
Exemplo: a fachada de uma casa branca iluminada pelo Sol, obliquamente,
produzirá sombras que podem dar a diferença entre uma foto toda branca e
"chapada" de outra rica em zonas claras e escuras que parecem saltar
para fora da fotografia.
A iluminação suave é aquela que ilumina por igual uma cena, de todos os
lados, sem produzir sombras ou modificar o contraste entre as zonas
claras e escuras do motivo. Um dia nublado, com nuvens claras, produz
uma iluminação suave. A luz indireta do flash ou lâmpada refletida num
teto branco de uma casa ou num anteparo branco, também, produz uma luz
suave.
A iluminação suave pode ser utilizada na hora de tirar retratos de
pessoas e grupos, pois a luz indireta torna o semblante, das pessoas,
menos sisudo e menos contrastante. Você já reparou nas fotos em que as
pessoas estão de frente para o Sol? Parece que elas estão bravas, com a
testa franzida, devido à luz intensa. Ou será que elas não gostam do
fotógrafo?
Nem por isso uma iluminação tem vantagens ou desvantagens sobre a outra.
Os dois tipos de iluminação deve ser explorado pelo fotógrafo, pois cada
tipo de fotografia, cada situação, dependerá da habilidade dele para se
obter uma boa foto, com um bom efeito.
Movimento
Na parte anterior falamos sobre a abertura focal (F) e seu uso. Agora
vamos falar sobre as velocidades de obturação ou tempo de exposição (T)
a que são submetidos os filmes.
Muitas câmeras SLR (Reflex) possuem um controle manual de exposição e
outras são automáticas. Veja se sua câmera possui um dial com esses
números: 2, 1, B, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, AE. Os n.º
anteriores a B são em segundos e os posteriores em frações de segundos.
A letra B, ou "bulb", mantém o obturador aberto por quanto tempo for
necessário, com o auxílio de um cabo disparador. As letras AE, automatic
exposure, indica que a máquina calculará o tempo de exposição
automaticamente, conforme a abertura focal e a luz ambiente.
Os fotógrafos de atividades esportivas preferem dar maior importância ao
tempo de exposição, mantendo o diafragma da objetiva aberto ao máximo.
Com isso eles conseguem disparar com grandes velocidades, acima de 500
ou 1/500 . Não é porque eles querem isso, é porque o tipo de fotografia
exige grandes velocidades e filmes ultra-sensíveis. Além disso, as fotos
não podem sair borradas ou confusas pelo movimento rápido dos atletas ou
objetos.
A vantagem das velocidades altas é que podemos fazer o tempo parar ( sem
o uso da lei da Relatividade de Einstein). Experimente tirar uma foto de
uma cachoeira ou cascata, tire uma foto com 1/4 e outra com 1/1000,
depois compare os resultados; ou peça para alguém jogar um monte de
pedrinhas para o alto e tire uma foto em 1/1000.
Nas velocidades mais lentas podemos fazer uma foto transmitir movimento,
porém teremos que usar um tripé, ou de velocidade (Panning). Para isso
será necessário acompanhar, com a câmera, o motivo durante a exposição
com esta técnica o fundo ganha movimento e o objeto principal fica
nítido.
Fotografando
Como a maioria das pessoas que estudam ou trabalham, não dispõem de
muito tempo para dedicar à fotografia, não variam em outras áreas além
dos retratos e da Natureza, porém, a maioria dos elementos que
precisamos para compor a fotografia está à nossa mão.
Para podermos tirar o melhor proveito desse tipo de fotografia, segue
abaixo um pequeno resumo e truques de cada uma das duas áreas.
Quando passeamos por lugares turísticos, onde a paisagem deixa qualquer
um de boca aberta, logo pensamos em tirar uma belíssima foto. Mas quando
recebemos as fotos reveladas, temos uma decepção: a beleza da paisagem
sumiu. Isso já aconteceu com você? Tenho certeza que sim. Comigo já
aconteceu diversas vezes.
É preciso certos cuidados quando for fotografar a Natureza,
principalmente fotos de paisagens e panoramas. Veja a seguir algumas
regras que irão te ajudar numa futura fotografia:
·
Dê preferência para os filmes de 50 ou 100 ASA.
·
Use aberturas pequenas: entre F16 ~ F32.
·
Veja se as lentes da objetiva estão limpas.
·
Verifique se a velocidade de disparo é o suficiente para a abertura
escolhida.
·
Ajuste o foco de acordo com a distância do motivo principal.
·
Utilize um tripé bem robusto.
·
Use um cabo disparador.
·
Utilize um filtro UV ou um PL.
·
Nunca tire uma fotografia com o Sol à sua frente. O Sol tem que estar
atrás de você.
·
Carregue uma bússola.
·
Se estiver ventando, espere.
·
Escolha uma paisagem com primeiro e segundo plano, ou com algo que chame
a atenção.
·
Verifique se as condições do tempo não irão atrapalhar.
·
Postes e fiações elétricas prejudicam qualquer fotografia de paisagens.
·
Verifique se os elementos humanos e artificiais estão em harmonia com a
paisagem.
·
Mude o ponto de vista ou se desloque para um outro local.
·
Não utilize objetivas grande-angulares quando o motivo estiver muito
distante.
Truques e efeitos:
Cachoeiras: Obtém-se boas fotos com velocidades baixas e pequenas
aberturas. Experimente T=1/2 e F=22. Nesse caso tem-se o efeito de que
as águas tornaram-se fios de seda. Com T=1/1000 e F=4 registramos os
pingos e respingos e a granulação da água. Esses efeitos valem para rios
e riachos de água corrente.
Pôr-do-Sol: Espere por um dia em que a neblina ou umidade da tarde seja
mais espessa, pois ela absorve as cores azul e verde da luz,
transmitindo apenas o vermelho. Para tirar a fotografia de uma silhueta
com o Sol bem grande por detrás: utilize uma teleobjetiva de pelo menos
300 mm ou mais, coloque o modelo bem longe, ou mais de 200 metros. Foque
no modelo e espere pelo momento em que o Sol se aproxime dele, quase na
linha do horizonte. Utilize aberturas pequenas. A mesma técnica vale
para a Lua, mas com aberturas grandes ou máximas. As teleobjetivas
aumentam o tamanho dos objetos que estão no segundo plano, bem longe do
motivo principal que está no primeiro plano.
Raios e relâmpagos: Coloque a câmera num tripé e selecione a abertura
máxima da objetiva e B (bulb) no seletor de velocidades. Dispare com a
ajuda de um cabo disparador, abrindo o obturador pouco antes do raio.
Lembre-se, somente tire esse tipo de foto durante uma noite bem escura e
nunca faça exposições muito longas, use filme de 400 ASA.
Panorâmicas: Utilize objetivas grande-angulares. Selecione a abertura
entre F16~F32 e foque no infinito. Utilize um filtro PL para dar maior
contraste no azul do céu, girando o anel até que, pelo visor da câmera,
você note o escurecimento dele, sempre com o Sol às suas costas. Se
estiver com um pouco de neblina, devido à umidade do ar, substitua o
filtro PL por um UV. Se o motivo a ser fotografado estiver muito
distante (montanhas, serras), poderá desaparecer com uma objetiva
grande-angular, então, substitua por uma normal e tire fotos em
seqüência com a ajuda de um tripé com discos graduados, bata uma foto e
desloque 40° para a direita (ou esquerda) e bata outra foto, repita a
seqüência, sempre com uma parte da imagem anterior num dos cantos do
visor. Como o ângulo de visão de uma objetiva normal é de
aproximadamente 43°, 5 fotos dão uma panorâmica de aprox. 200°. Depois
você poderá montar as fotos no computador, utilizando o Photoshop e
imprimir com uma impressora de boa resolução ou num birô. Faça a
aquisição da imagem no scaner com pelo menos 300dpi.
Flores: Utilize uma objetiva com focagem macro ou um filtro de close-up,
prefira as luzes indiretas e suaves, sem sombras.
Animais: Preencha todo o visor com o corpo inteiro ou com um classe da
face do animal a ser fotografado, utilizando uma semi-teleobjetiva, ou
uma lente zoom de 50~105mm. Caso seja um animal selvagem, tire fotos
disparadas em seqüência (com a ajuda de um motor-drive) da ação dele.
Use uma câmera que faça pouco ruído ao disparar e ao enrolar o filme.
Fotografando pessoas
Os familiares, parentes e amigos são as primeiras pessoas que
fotografamos quando compramos nossa primeira câmera fotográfica. Além de
serem nossos modelos permanentes, estão sempre por perto.
Muitas vezes, numa fotografia, cometemos o erro de cortar as cabeças e
os pés das pessoas; outras vezes tiramos uma foto num momento
inoportuno, como num bocejo do modelo. Se verificarmos todas as fotos
que tiramos ao ar livre, veremos que muitas delas as pessoas aparecem de
testa franzida e olhos quase fechados, mostrando uma feição de
desconforto com a luz incidente no local. Outra fotos aparecem sombras
intensamente escuras e as apartes iluminadas parecem que estão
plastificadas.
A iluminação é muito importante na fotografia de pessoas, não somente a
iluminação natural, mas a artificial também.
Fotografar pessoas pode ser um bom exercício para muitos fotógrafos
amadores, pois esse tipo de fotografia oferece uma infinidade de opções
e derivações, além disso, pode-se, no futuro, ganhar um dinheiro extra
fotografando casamentos, álbuns de aniversário, books de modelos, etc.
Neste tipo de fotografia deve-se explorar as feições da face humana, as
ações, os gestos e a espontaneidade de cada movimento. Recomendo a
utilização de uma câmera dotada de motor-drive para as fotos tiradas em
seqüência durante o movimento do modelo.
Abaixo segue uma lista de regras a ser seguida na fotografia de pessoas,
essas regras não são rígidas, podem ser modificadas conforme o seu
critério.
·
Utilize filmes de 100 ASA.
·
Nunca use objetivas grande angulares.
·
Prefira fotografar com o modelo na sombra.
·
Na luz do Sol, utilize um refletor branco para suavizar as sombras.
·
Nos closes, utilize um filtro Softon (fraco ou forte).
·
Se o fundo for mais iluminado que o modelo, utilize o flash.
·
Coloque um pedaço grande de papel vegetal na frente do flash, + ou -10cm
de distância.
·
Ou jogue a luz do flash para cima e reflita-a com um cartão branco
inclinado a 45°.
·
No estúdio ou interiores, utilize mais de uma fonte de iluminação ou
flash.
·
Não deixe o modelo desconfortável ou desnatural na frente da objetiva.
·
Mude de ponto de vista, sempre.
Muitas pessoas não gostam de serem fotografadas ou são tímidas, nesse
caso é preciso conversar, convencer e demonstrar confiança para que o
trabalho não se perca. Outras pessoas são extrovertidas e
exibicionistas, gostam de serem fotografadas. Mas a questão é que muitas
pessoas se acham pouco fotogênicas ou feias.
Na fotografia não existem pessoas não fotogênicas. Tudo depende da
habilidade e da vista do fotógrafo para se obter um bom resultado.
Abaixo segue algumas dicas e truques
para obter uma boa foto de pessoas
Retratos do rosto: Use uma teleobjetiva e procure focar nos olhos do
modelo, use uma iluminação suave e um fundo adequado. Coloque a câmera
num tripé e dispare com um cabo disparador, depois de focar
corretamente. Faça o modelo se descontrair e mostrar diferentes
expressões faciais. Quando for tirar foto lateralmente ao rosto do
modelo, peça para não olhar para a câmera, nem virar os olhos para os
cantos, mas sempre olhar para a frente ou para alguma coisa num local
diferente da que você se encontra. Experimente colocar o flash a mais ou
menos 2 metros da câmera (na mesma linha) usando um cabo de
sincronização longo e fotografe o modelo de frente, num fundo preto ou
escuro, dirigindo o flash para o seu rosto. Depois experimente colocar
mais um flash (sincronizado com o primeiro) atrás do modelo, de modo que
a câmera não o "veja", e dispare. Use, também, refletores brancos
colocado do lado do
modelo.
Retratos de modelos: Coloque a(o) modelo num local bem iluminado e com
um fundo adequado. Utilize uma, pequena profundidade de campo, tire
fotos do rosto, meio corpo e corpo inteiro. Peça, incentive, ela/ela a
se movimentar e fazer diversas expressões faciais, mas atenção,
verifique constantemente o foco e a posição da modelo no visor. Ao ar
livre rebatedores brancos para suavizar as sombras e diminuir o
contraste são bem vindos.
Grupos: Procure deixar as pessoas mais unidas, se possível, se forem
muitas coloque em fileiras, sentados na frente e os de trás em pé.
Enquadre as pessoas de modo que não sobre muito espaço no visor. Peça
para elas olharem para um ponto em comum à frente delas. Fotos noturnas
de grupos ficam muito boas se tiverem as luzes de uma cidade ao fundo.
Coloque a câmera num tripé, peça para as pessoas não se movimentarem
durante a exposição, abra ao máximo o diafragma da objetiva e dê pelo
menos 5~10 segundos de exposição. Se sua máquina não tem sincronismo
retardado de disparo de flash (o flash dispara antes do obturador fechar
e não ao abrir), então dispare-o manualmente no final da exposição.
Bebês: Procure não dirigir o flash diretamente para o rosto do bebê
aponte o flash para cima e reflita a luz num cartão branco inclinado a
45° e colocado logo acima do flash, ou reflita a luz num teto branco.
Crianças: Elas se sentem mais a vontade com os brinquedos preferidos ou
com as pessoas mais chegadas. Elas, também, se irritam facilmente com as
exigências do fotógrafo. Procure, antes de tudo, conquistar a simpatia
delas. As crianças são espontâneas por natureza, aproveite essa
qualidade para tirar fotos em seqüência.
Animais de estimação: É imprescindível que o dono esteja por perto, para
deixar o animal calmo. Dê para o animal algum petisco para deixá-lo
calmo, se sua presença o irrita. Lembre-se: o dono do animal é quem deve
de dar ordens, você só pede para o dono o que deseja do bicho.
Reportagem:
Yoko Nakamura
Máquinas que cabem no
bolso
Qualidade de imagem, economia e recursos fotográficos
compensam investimento numa câmara digital.
Viajar sem fotografar não
dá. Todo mundo quer guardar pra sempre imagens daquela viagem romântica
à Serra Gaúcha, do carnaval na Bahia e fazer a clássica pose em frente
da Torre Eiffel. Por isso, a máquina é um dos primeiros itens que a
gente coloca na bagagem.
Certamente você já ouviu
algo sobre câmaras digitais, que permitem exibir as fotos diretamente no
computador, sem precisar usar scanner. O grande barato dessas máquinas é
que alguns dos mais novos modelos produzem fotos numa resolução
comparável à dos equipamentos tradicionais, com filme, revelação e
ampliação em papel.
Algumas máquinas captam
imagens que, impressas em papel fotográfico especial, têm efeito próximo
ao de uma foto convencional ampliada em tamanho 10 por 15 centímetros. E
dá para fotografar mesmo com poucas condições de luminosidade e ver
imediatamente o resultado de uma foto, podendo deletá-la da memória, sem
nenhum custo, e armazenar só as boas no computador. Isso tudo se traduz
em economia.
Quanto você economiza
Mesmo que se queira ter
cópias em papel das melhores imagens, a relação entre custo e benefício
pode continuar favorável às máquinas digitais. Faça as contas:no sistema
convencional, para um filme de 36 poses que custa 7 reais, cada pose sai
por 20 centavos. A revelação e a ampliação no tamanho 10 por 15
centímetros de cada foto ficam em média em mais 60 centavos. Ou seja, o
preço total é de 80 centavos por foto. No sistema digital, não há gasto
com filme nem com revelação. Para imprimir em papel fotográfico
especial, gastam-se 5 reais por foto. Assim, só quem faz pelo menos uma
foto muito boa a cada seis tentativas continua levando vantagem com a
máquina convencional.
Outras vantagens
Nem toda máquina digital
produz fotos que, impressas, têm a mesma qualidade das que se obtêm com
filme comum. As digitais com essa característica custam no mínimo 1.800
reais - ou 600 reais além do preço de uma câmara 35 milímetros
convencional de boa qualidade, não profissional. Mas com uma impressora
jato de tinta de última geração dá para realizar a impressão digital em
casa.
Entre
os recursos tecnológicos das câmaras digitais está a capacidade de
armazenar imagens na própria memória. Em vez de filme, elas usam cartões
magnéticos. As mais modernas guardam o equivalente a cinco rolos de
filme de 36 poses sem necessidade de troca do cartão. Algumas registram
também imagens em movimento e até sons. Além disso, a maioria das
digitais pode ser conectada à televisão, permitindo que se vejam as
imagens na tela. Coisa que a máquina tradicional não faz. |